Começou a reforma

Em por François Silvestre
Atualizado em 7 de novembro às 12:21

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Já subiu gasolina e diesel. Nas feiras e supermercados essa reforma é antiga e vai de vento em popa. Sem medo de ser feliz e crédulo!


O neutro é gelatinoso

Em por François Silvestre
Atualizado em 7 de novembro às 12:22

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O meio-termo não é sinônimo de neutro. O meio-termo recolhe dos extremos suas virtudes, depuradas dos excessos. No que ingerimos, o quente é ótimo no café ou na sopa. E o gelado é excelente na água ou na cerveja. O líquido morno provoca vômito. Porém, na pele, o café quente produz queimadura e a água gelada produz incômodo. O meio-termo coloca cada virtude no seu lugar. Diferentemente do neutro, que não fede nem cheira. É o caráter gelatinoso, macio, que se acomoda ao interesse da venalidade ou do favorecimento. O bajulador é o protótipo da neutralidade.


Aos amigos flamenguistas

Em por François Silvestre
Atualizado em 6 de novembro às 06:24

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Me discurpem, mas torcedor dum time fuleiro como o Vasco, minha única alegria, restante no futebol, é ver o Flamengo perder. Ou como se dizia no vetusto Colégio Diocesano Seridoense: “gozar no pau dos outros”.


Apenas eleitor

Em por François Silvestre
Atualizado em 5 de novembro às 20:28

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Votei em Henrique Alves para governador. Não me arrependo. Como não me arrependeria se houvesse votado em Robinson Faria, a quem já prestei assessoria, em priscos tempos. Torço pelo Rio Grande do Norte. Não vou cobrar nada, publicamente, dos compromissos de Robinson, antes dos primeiros três meses do governo. Acho o radicalismo partidário uma imbecilidade política. Até porque não reconheço grandeza política em nenhum dos partidos existentes no Brasil. Estão, em matéria programática, inferiores aos antigos PSD, PTB e UDN. Lula, Dilma, Marina e Aécio não alcançam Getúlio, Juscelino, Jango e Lacerda. Enquanto o presente estiver inferior ao passado, não vejo razão pra me animar com o futuro.


E o resultado da “eficiência”?

Em por François Silvestre
Atualizado em 5 de novembro às 20:13

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Desde 1988, da Constituição “cidadã” da hipocrisia cívica, criadora de “poderes” fora da definição dos três poderes, que vivemos esse dilema da eficiência ineficiente. O Ministério Público, instituição merecedora de respeito da sociedade, precisa respeitar-se internamente, para merecer respeito externo. Desde 1988, que o Ministério Público combate a corrupção. Combate sem trégua, com investigações, festa midiática, farol e farofa. Pergunto: A corrupção diminuiu? NÃO. Aumentou, de lá pra cá. Toda semana tem um escândalo novo. Ou esse combate tá perdido ou os combatentes não merecem crédito. Nem assustam os corruptos. E quanto da grana roubada já foi devolvida, após essa pilantragem da delação premiada? A delação premiada é um prêmio a duas inutilidades: o primeiro premiado é o corrupto “arrependido”, que negocia no esgoto da própria nojeira a esmola do crime. O segundo beneficiado é o investigador incompetente que fecha o inquérito sem robustez de provas, após cessarem os holofotes daquele escândalo. E vão buscar outro escândalo, com novos holofotes, sem nunca encontrarem a grana roubada. E de escândalo em escândalo, justificam gordos rendimentos, na cara miserável do povo roubado.


Poema do Natal

Em por François Silvestre
Atualizado em 4 de novembro às 10:53

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Em Dezembro, o embalamos na manjedoura/

ao som de suaves sinos,/

canções tristes de ninar./

Entre compras e presentes/

nos trocamos,/

recebendo e dando./

Num alegre mafuá./

Dobramos o ano ao cantar da festa/

e ao brilho da Luz./

Três meses depois,/

O condenamos!

Dando-Lhe maioridade,/

retirando-O da manjedoura/

e O pendurando na Cruz!


Diferença de estilo ou de caráter?

Em por François Silvestre
Atualizado em 4 de novembro às 07:51

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Vejo nas folhas que o Procurador-Geral da República, neste ano que se finda, deixou de ajuizar mais de oitenta procedimentos, originários da Polícia ou de outros membros do MP, sob o argumento e constatação de que não havia provas ou indícios suficientes para provocar o Judiciário. São os famosos inquéritos pra “mostrar serviço” ou buscar holofotes. Aqui, na gerimunlândia, basta uma notinha de jornal, de algum desafeto do acusado, para produzir inquérito, denúncia e manchete na mídia. Indispondo o Judiciário com a sociedade, sob a acusação de morosidade; como o jogador malandro que simula falta para indispor o árbitro com a torcida. Estilo ou caráter diferentes?


Prosa do Domingo

Em por François Silvestre
Atualizado em 1 de novembro às 17:47

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Na Coluna Plural, do Novo Jornal.

 

A política na vida.

Ou a vida na política. Impossível nas relações da vida a ausência da política. Posto que sua interferência na convivência humana independe da nossa vontade.

Assim como ocorre na fisiologia orgânica, cujas necessidades estimuladas, manifestadas na vontade, fogem do nosso controle; tanto na intensidade quanto no momento escolhido pelo organismo.

É bem verdade que aqui não se fala de política estritamente eleitoral, partidária ou participativa. Essa sim, pode ser descartada pela vontade ou enfado. Porém, a política, no sentido amplo do conviver familiar ou social, está presente de forma tão indispensável que nem notamos. Da mesma forma que não percebemos o ar ao respirarmos. Só sentimos sua falta no afogamento ou na asma.

Politizar-se é uma forma de aprimoramento da dignidade. Seja pela participação ostensiva ou pelo simples observar conscientemente. E essa observação consciente se dá pela crítica.

A crítica é o mecanismo mental e instrutivo que liberta. Inclusive das amarras ideológicas. Da lição de Karl Marx: “A crítica não pretende enfeitar as grades, com flores, para atenuar o cárcere. Mas quebrá-las, para a colheita da flor viva”.

O que tem produzido certo enfado, ou até mesmo asco, com a prática política é a deformação do seu exercício e da sua aplicação na administração estatal. De tal forma desmoralizante, que leva suas consequências ao embate primitivo das campanhas. Nesse teatro onde viramos ancestrais dos símios.

Torcidas organizadas de times de pernas-de-pau. O que garante à demagogia a dominação do mando. E asseguram aos inquilinos dos palácios um atestado de quase usucapião.

Mesmo estando presente em tudo, na vida, a política não é ciência. Tal qual o Direito, está no campo das artes. Para que um conjunto cognitivo se configure ciência, é imprescindível a presença de Leis. O que há na matemática, física, química, biologia.

No Direito e na política não há Leis. Há normas. A política produz normas e o Direito as aplica. É uma impropriedade semântica a expressão “cientista político”. É comentarista de política. E a sociologia é uma pseudociência, pois não há Leis nas relações sociais e humanas.

Política e literatura se confundem. Já houve um tempo em que os analistas literários dividiam os romances em “ficção histórica”, “ficção de costumes” e “ficção política”. Veja que ficção histórica e de costumes não estão distantes da política.

Em homenagem a esse vínculo, termino com o diálogo final de Próspero e Calibã, na obra genial de Shakespeare. Ao responder uma reclamação do dominado, o dominador argumenta: “Tu eras uma figura ignóbil e eu te dei compleição humana”.

Calibã responde: “Mas a ilha era minha e tu ma tomaste”. Próspero argui: “Falas bem a minha língua, que eu te ensinei”. Calibã encerra: “No que a mim só serve para nela poder amaldiçoar-te”.  Té mais.

 

 


Terra fértil céu seco

Em por François Silvestre
Atualizado em 1 de novembro às 10:55

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Um fazendeiro, dos tempos em que ainda havia fazendas em atividade no Nordeste, mostrava suas terras a um pretenso comprador. Apontava um tabuleiro, bom de capim. Um baixio, bom de agricultura. Uma várzea, boa de pasto. Enquanto ele ia mostrando tudo, o comprador olhava pra cima. Então ele reclamou: “Estou lhe mostrando as terras e você olha é pro céu”. Aí o interessado na compra respondeu: “Suas terras são ótimas, nem precisa olhar. Estou olhando pro seu céu, que num vale nada”.


Comentário no Portal Infâmia…

Em por François Silvestre
Atualizado em 1 de novembro às 08:14

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…do Poeta Jairo Lima, lá do Recife, onde “Em Agosto,/ na várzea grande do Capibaribe,/ se reúnem em congresso,/ todos os ventos do mundo”. Na voz de Joaquim Cardoso.

 

Geraldo Barboza de Oliveira Jr. Também Poeta, do mesmo quilate, disse:

François. Quando você escreveu: “São as duas margens do rio seco. O resto é figurante. Ou melhor, o resto é o leito do rio, imprensado numa dialética de faz de conta. Se um é o símbolo da retórica, do Estado capitalista do conicato; o outro é o arquétipo da demagogia, do Estado capitalista das prebendas.” .. Foi de uma lucidez rara e necessária nesses tempos de TURBA corroída de paixão e pouco senso crítico. Abração em você e nessa serra.