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Economia

Superintendente da Conab garante venda de milho só com agendamento prévio

Após confusão no primeiro dia, João Maria Lúcio avisou que vendas acontecerão em oito municípios do estado até sexta-feira (6)


Por Virgínia França

Aqueles que agendaram a compra de milho na Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pelo programa Venda no Balcão podem ficar despreocupados. O superintendente do órgão, João Maria Lúcio garante que aqueles que agendaram no período de 25 a 29 de novembro terão a compra efetivada. Para o mês de dezembro, 11.600 toneladas chegarão ao Estado.

João Maria Lúcio garante que os produtores que agendaram atendimento receberão milho (Foto: Cláudio Abdon)
João Maria Lúcio garante que os produtores que agendaram atendimento receberão milho (Foto: Cláudio Abdon)

“Quem não fez o atendimento agendado não vai comprar na frente daqueles que agendaram. Não tem prioridade pra ninguém” afirma João Maria que completa, “as vendas só acontecem quando tem o produto. Costumo dizer que o agendamento é como pipoca, só tem pipoca se tiver milho”.

Para Natal serão encaminhadas 3.084 mil toneladas de milho, para Mossoró 1.800, Currais Novos 1.300 e Caicó 1.200 mil toneladas. Assu, João Câmara, Umarizal receberão mil toneladas cada, e Lajes 500 toneladas de milho.  A Conab fechará 2013 comercializando 91 mil toneladas.

A cota de milho para produtor varia de acordo com o a quantidade de animais. O valor de um saca de milho de 60 quilos à três mil quilos custa R$ 18,12, aqueles que comprarão até seis mil quilos, pagarão R$ 21,00.

Aqueles que não conseguiram agendar o atendimento para comprar milho nesta semana, João Maria diz que no próximo dia 9 haverá a reabertura de venda. A quantidade disponibilizada não foi informada pelo superintendente.

Quantidade insuficiente

Mas, a média de venda por cliente é de uma tonelada. Até o mês de novembro, 78 mil toneladas foram comercializadas com 74.500 criadores. Essa média nunca foi ultrapassada e João Maria Lúcio declara que a quantidade de milho repassada ao estado é insuficiente e se repete nos estados assistidos pela Sudene.

“Essa quantidade não é suficiente para atender dignamente os produtores. São necessárias 24 mil toneladas mês. São dez estados para ratear o milho. Custa muito lançar um edital em Brasília e a gente fica sofrendo aqui, a culpa não é da gente. Com toda dificuldade quem está chegando perto do pequeno, médio e grande produtor é a Conab”, dispara.

Ele conta que, por ordem do Governo Federal, os órgãos irão fazer uma programação de quantidades do produto nos meses de abril e dezembro de 2014. “Vamos ver se vão programar o orçamento”, fala.

Atualizado em 3 de dezembro às 07:46


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